Com 140 doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplantes até setembro, o Ceará confirmou a posição assumida, no primeiro semestre do ano, de segundo Estado do Brasil com maior número de doadores efetivos por milhão da população (PMP). O Estado teve 22,1 doadores efetivos, atrás apenas de Santa Catarina, com 25,6 doadores efetivos por milhão da população, 120 doadores em número absoluto. Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), divulgados, na semana passada, pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e Tecidos (ABTO).
Depois do Ceará, aparecem o Distrito Federal, com 20,8 doadores efetivos PMP, São Paulo com 19,1 e o Rio Grande do Sul com 17 doadores. Em relação à média nacional, que é de 12,9 doadores, na mesma proporção o Estado se destaca e apresenta quase o dobro de doações. O Ceará fez, nos três primeiros trimestres deste ano, 315 notificações de doadores potenciais. Destas, 140 foram efetivadas.
Para a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Eliana Barbosa, o Ceará ainda tem um grande potencial de crescimento e, segundo ela, o Estado poderia estar melhor colocado se aumentassem as notificações de possíveis doadores. "A nossa taxa de notificação de potenciais doadores é de 44%. Portanto, se conseguíssemos identificar um número maior, estaríamos, certamente em uma melhor classificação. Ainda há uma subnotificação", diz.
Diário do Nordeste

