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16/11/2011

MUDANÇA NO MINISTÉRIO DOS PORTOS? SERÁ?

Trocar Leônidas para salvar a SEP


Corre no mundo portuário brasileiro que talvez o pífio desempenho de Leônidas Cristino esteja sustentando os rumores de extinção da Secretaria de Portos (SEP) na reforma ministerial programada pela presidenta Dilma em 2012. A troca do titular resolveria a atual ineficiência da pasta.

Analisada sob a ótica da importância dos portos para a eficiência do conceito de logística integrada no atendimento à cadeia de suprimentos do comércio exterior e da desabonadora experiência com o ministério dos Transportes de Alfredo Nascimento, a manutenção de um ministério específico de portos contribui sobremaneira para uma articulação eficaz dos processos empresariais e das estratégias necessárias para definir e controlar logísticas com perspectiva funcional para a competitividade global. Bingo para a balança comercial!
Existem inúmeras considerações operacionais em um ambiente global que justificam a manutenção da SEP. Para quem é afeito à tecnicidade, bastaria levar em conta algumas diferenças entre operações domésticas e internacionais: duração do ciclo de atividade; transportes e requisitos operacionais. Praticamente, questões de dimensão, especificidade e relevância, como o caso da dragagem, que desempenha um papel protagonista na infraestrutura, regulador de fluxos e demanda altos investimentos, por si só justificariam um ministério para tratar da área portuária.
Engana-se quem pensa que poderemos atrair investidores internacionais com portos ineficientes. Jogá-los no ninho do Ministério dos Transporte é uma volta a um passado sombrio que nenhum produtor quer lembrar, em que os trabalhadores tiveram menos trabalho e no qual o crescimento portuário tinha perspectiva desalentadora. Com certeza, o jornal Valor Econômico, que é a fonte dos rumores, produziu energia para mobilizar em defesa da SEP os setores nacionais e estrangeiros com interesse no comércio global.
Diante de uma crise econômica mundial que irá afetar os fluxos do comércio marítimo, os portos brasileiros, como centros comerciais que refletem a realidade internacional, devem se constituir em referencial de produtividade. A presidenta Dilma sabe disso como ninguém. Nessa situação, as palavras do grande pensador da estratégia Michael Porter sobre nossos portos muito provavelmente seriam: como a tecnologia se encontra em constante processo demudança, o novo paradigma da competitividade global exige que os portos tenham capacidade de inovar com rapidez.
"Os portos têm que ser tratados como uma questão de Estado" (Agnes Barbeito - presidenta da Abtra - Jornal A Tribuna).
Fonte: Dia-a-Dia, Blog dos portos
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