Hoje é Primeiro de Maio,
E não há mais alegria
só em apertar-lhe a mão,
abraçar e unir minhas mãos
as dos milhões que movemos o mundo,
porque sem elas não existirão
nem patrão, nem burguês, nem exploração.
Todos os dias me pergunto,
E hoje ainda mais:
Quem levanta as torres?
Eles não, nós operários sim,
Quem movimenta as máquinas?
Eles não, nós os sem-sindicatos sim,
Quem constrói as pontes, os arranha-céus?
Eles não, nós os pedreiros, armadores, carpinteiros sim,
Quem se enfia nas entranhas da terra?
Eles não, nós os mineiros sim,
Quem abre as esc olas?
Eles não, nós os professores sim,
Quem se mete no fundo dos mares?
Eles não, nós os pescadores e marinheiros sim,
Quem carrega estes gigantescos barcos?
Eles não, nós os estivadores sim,
Quem atende nos hospitais?
Eles não, nós os enfermeiros sim,
Quem faz o biscoito, o pão?
Eles não, nós as doceiras, os padeiros sim,
Quem fornece água para seu lar?
Eles não, nós os operadores, sim,
Quem transporta a gente?
Eles não, nós os motoristas, sim,
Quem trabalha e faz produzir a terra?
Eles não, nós os camponeses, sim,
Quem corta e colhe a cana?
Eles não, nós os cortadores, sim,
Por acaso cuidam da luz?
Eles não, nós os eletricistas sim,
Quem administra os bancos?
Eles não, nós os bancários, sim,
Quem defende as fronteiras?
Eles não, nós os soldados sim(...)
E não há mais alegria
só em apertar-lhe a mão,
abraçar e unir minhas mãos
as dos milhões que movemos o mundo,
porque sem elas não existirão
nem patrão, nem burguês, nem exploração.
Todos os dias me pergunto,
E hoje ainda mais:
Quem levanta as torres?
Eles não, nós operários sim,
Quem movimenta as máquinas?
Eles não, nós os sem-sindicatos sim,
Quem constrói as pontes, os arranha-céus?
Eles não, nós os pedreiros, armadores, carpinteiros sim,
Quem se enfia nas entranhas da terra?
Eles não, nós os mineiros sim,
Quem abre as esc olas?
Eles não, nós os professores sim,
Quem se mete no fundo dos mares?
Eles não, nós os pescadores e marinheiros sim,
Quem carrega estes gigantescos barcos?
Eles não, nós os estivadores sim,
Quem atende nos hospitais?
Eles não, nós os enfermeiros sim,
Quem faz o biscoito, o pão?
Eles não, nós as doceiras, os padeiros sim,
Quem fornece água para seu lar?
Eles não, nós os operadores, sim,
Quem transporta a gente?
Eles não, nós os motoristas, sim,
Quem trabalha e faz produzir a terra?
Eles não, nós os camponeses, sim,
Quem corta e colhe a cana?
Eles não, nós os cortadores, sim,
Por acaso cuidam da luz?
Eles não, nós os eletricistas sim,
Quem administra os bancos?
Eles não, nós os bancários, sim,
Quem defende as fronteiras?
Eles não, nós os soldados sim(...)
Trecho de um poema de Wal demar Rossi, publicado no Jornal Mundo Jovem.
enviado por Davi
