Hoje com a idade já passando a metade do centenário me sinto sentado à beira da estrada vendo o tempo passar. Logo a frente há uma curva e fico receoso em levantar para saber o que o futuro está reservando para mim. Quizera eu ser um bumerangue para voltar ao solo palmense que lá deixei em 1964, mesmo sendo possuidor de um pedaço de torrão de terra no sopé da serra da Meruoca, mas tenho que ficar perto da labuta, pois é dela que tiro o pão.
Sou um sonhador melancólico, o futuro e o passado vivem intrinsecamente ligados, a questão é a ansiedade que me divide ao meio, do futuro tenho receio dessa onda de violência, sou pai e avô, minha preocupação é o que após a curva está reservado aos meus dependentes.
Certa vez em conversa com um dos meus filhos, e ele disse que o tempo é uma máquina de fazer monstro, sua afirmação era referente à aparência desfigurada pelo passar dos tempos, ou seja, a velhice, mas pesando bem, existem outros monstros, dentre eles a ansiedade e as frustrações enfim a espera de realizar o que ainda não fez e que poderia ter sido feito.
Para findar, quero dizer aos amigos leitores que nunca é tarde para acreditar que após a curva há dias melhores e que nós somos os principais fornecedores dessas energias de ativação para mover o que tem que ser movido, as pedras existentes no caminho são para descansar um pouco e seguir a longa caminhada. (Carlos Teles)
DO BLOG: obrigado conterrâneo e colaborador Carlos Teles! De pessoas assim o mundo está órfão! Continue acreditando e lutando sempre por dias melhores, por um mundo mais justo. As pedras existem, é claro, porém elas servem também para construirmos escadas para alcançarmos os nossos objetivos. Um abraço da equipe RM no Foco!!!
